Durante muito tempo, falar sobre “saúde mental” ou “clima organizacional” no mundo corporativo era visto como algo secundário, assunto apenas para o RH. O foco era meta, resultado e lucro.
Hoje, a realidade financeira mudou drasticamente. O ambiente de trabalho tóxico se tornou uma das maiores fontes de prejuízo para as empresas brasileiras.
Com o reconhecimento da Síndrome de Burnout como doença ocupacional e o endurecimento das condenações por Assédio Moral, ignorar a cultura da sua equipe deixou de ser uma “falta de tato” para se tornar uma irresponsabilidade financeira.
Muitos gestores ainda confundem estresse pontual com Burnout. O Burnout é o esgotamento profissional crônico, causado diretamente pelas condições de trabalho.
Se um funcionário adoece porque a empresa impõe metas inalcançáveis, estimula a competitividade desleal ou exige disponibilidade 24 horas por dia, a empresa é responsável. E a conta chega na forma de afastamentos pelo INSS (que travam a produtividade) e ações indenizatórias pesadas.
O assédio moral nem sempre é o grito. Muitas vezes, ele é silencioso: é a “geladeira” (ignorar o funcionário), a piadinha constante sobre o desempenho, ou a exposição de rankings vexatórios.
Muitas vezes, o dono da empresa nem sabe que isso está acontecendo. Ele tem um gerente “que traz resultados”, mas que, para isso, tritura a equipe. A curto prazo, o número sobe. A médio prazo, os processos trabalhistas por danos morais consomem todo o lucro que aquele gerente gerou.
Como gestora e psicóloga organizacional, afirmo: a melhor defesa jurídica começa muito antes do advogado. Ela começa na Cultura.
Uma cultura forte de prevenção atua em três frentes:
Treinamento de Liderança: Ensinar coordenadores e gerentes a cobrar resultados sem oprimir. Líderes despreparados são as maiores fábricas de processos trabalhistas.
Canais de Escuta e Feedback: O funcionário que se sente ouvido dificilmente processa a empresa. Criar canais seguros para denúncias internas resolve conflitos antes que eles virem pauta judicial.
Clareza de Processos: O estresse muitas vezes nasce da desorganização. Quando cada um sabe exatamente o que deve fazer, como e quando, a ansiedade diminui e a produtividade (saudável) aumenta.
Empresa saudável não é aquela que coloca pufes coloridos e videogame na recepção. Empresa saudável é a que tem processos claros, respeito nas relações e segurança psicológica.
Investir na organização interna e na gestão de pessoas é, literalmente, blindar o caixa da empresa contra indenizações evitáveis. O custo de prevenir é infinitamente menor do que o custo de remediar na Justiça.
Sente que sua equipe está desmotivada, com alta rotatividade ou que o clima interno está gerando riscos para o negócio? Podemos realizar um diagnóstico organizacional para identificar dificuldades de gestão e proteger sua empresa.
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